segunda-feira, 21 de dezembro de 2015





Como superar uma injustiça?

O sofrimento do justo não passa despercebido aos olhos de Deus

O justo em meia as adversidades questiona a Deus, Até quando sofrera? Não só as pessoas que servem a Deus, é normal encontrarmos pessoas que tem esse tipo de pergunta, pessoas que enfrentam problemas no casamento, problemas familiares, problemas financeiro, que não tem mais paciência de esperar que as coisas melhorem, essa duvida permeia por  toda a humanidade. E você não é a primeira pessoa a se perguntar desta forma, a bíblia não esconde as pessoas que em meio ao desespero questionaram a Deus, a bíblia não esconde o quanto essas pessoas ficaram com a fé abalada, o quanto elas almejavam por uma resposta da parte de Deus, e o mais lindo é que a palavra de Deus, mostra claramente como Deus pacientemente responde a essas pessoas.

Ate quando? Esta não é uma pergunta nova, é uma pergunta antiga, que os nossos irmãos na fé, patriarcas já se perguntava, por causa do sofrimento que passará.  Uma pergunta complexa, que ainda esta e nossas mentes.

“A vida cristã, não é uma sala vip, nem um parque de diversões, mas uma arena de muitas lutas, uma saga de muitas lágrimas, um combate disputado, sem descanso e sem pausa.”[1]

Nós que servimos ao Senhor, precisamos entender, que as benções a recompensa de Deus para nossas vidas, não se limita a essa vida terrena, mas vai além da morte, se estende ate a eternidade. As maiores benções que Deus tem preparado para os que o temem, esta na eternidade, por isso vale a pena servir a Deus, mesmo que passando pelas injustiças destas vidas, sabemos que o Senhor de nossos olhos enxugara todas as lagrimas.  (Ap 21.4) “E Deus limpara de seus olhos toda a lagrima, e não haverá mais morte, nem dor, porque as primeiras coisas são passadas. “

Aleluia! Essa é a esperança da igreja

·         “Todos morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo – as de longe, e crendo nelas, abraçando – as confessarem que eram estrangeiras e peregrinos na terra.” (HB 11.13)

·         A Verdade é que - Os sofrimentos dos justos ainda nos afligem

·         Os sofrimentos dos justos não se compara com a gloria que esta preparada na eternidade.  “Porque para mim tenho por certo, que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a gloria que há de nos ser revelada.” (RM 8.18)

·         (2 Co 4.17-18) “17. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de gloria mui excelente, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.

No livro de Genesis, o livro do principio que tem relatos como o primeiro pecado, o primeiro casal, o primeiro homicídio, a origem do Universo e da vida, a origem do povo hebreu por intermédio de Abraão, também relata a origem da Palestina e Israel, as duas nações que teve inicio por intermédio de Isaque e Ismael, Palestina que usa esse nome, disfarçadamente para se assemelhar a Israel, mas na verdade sempre foi contra Israel, sempre existiu um conflito entre essas duas nações, como consequência ao nascimento de Ismael filho da carne (pai das nações árabes) e depois veio Isaque filho da promessa, como Deus havia prometido.   

A bíblia mostra que este conflito entre duas nações teve origem, na historia de  uma escrava, uma serva, que não poderia ter opção de escolha, a não ser obedecer sua senhora, de se deitar com o esposo dela, afim de gerar um filho no lugar dela, e ainda ser tradada de forma injusta. Mas a situação em que ela passou, Deus acompanhou de perto.

Quero compartilhar com vocês, alguns pontos que a meu ver é importante e o que podemos aprender nesta historia.  (Gn 16.1-16)

·         O erro que muitas vezes cometemos é colocar a culpa em Deus – Existe pessoa que qualquer desavença que passa, quer abandonar a fé, como se Deus fosse o autor da situação que ela mesmo provocou.  Agar provocou o desprezo de sua senhora (v. 4) Claro que sara também errou, a sua fé foi tão pequena, a ponto de não aguardar a promessa de Deus, e erro de Agar foi desprezar a sua senhora quando ela teve um filho. Agar estava apenas começando uma conflito, Agar provocou a raiva da pessoa errada. A ponto de ter que fugir, com um filho recém-nascido e sem saber pra onde ir.

 Assim como Agar, quantas vezes agimos sem pensar, falamos o que não deve, falamos algo que ofende uma pessoa, no final das contas perdemos amizades, geramos conflitos familiares, magoamos alguém da nossa igreja. E mesmo assim tem pessoas fracas na fé, que quando a situação complica, coloca a culpa em Deus, quer sair da igreja, começa faltar culto, não tem mais coragem de saudar a pessoa a qual ficou com raiva. Saiba o que Deus nos ensina neste primeiro tópico. É que temos que temos que tomar cuidado em nossas atitudes e o que falamos, existe coisas que você vai colher, ou esta colhendo, porque é consequência do seu erro, você plantou.  “Aqueles que sofrem com a sua falta deve suportar com paciência as consequências.”

·         De onde vens? Agar estava agora fora do seu lugar, Agar tinha deixado a tenda de Abrão, uma família religiosa, na qual ela também era abençoada. Percebe-se que o “Anjo do senhor”, disse: Agar, serva de sarai, de onde vens e para onde vais?

Agar serva de Sarai, ela foi identificada primeiro. Deus conhece o nosso passado, Deus conhece perfeitamente o nosso histórico de vida. Apesar de Deus, ser onisciente, onipotente e onipresente, Ele possui esses atributos incomunicáveis, Deus não compartilha isso com ninguém, o inimigo de nossas almas, conhece o nosso passado, mas não o futuro e nem consegue saber o que no oculto pensamos como Deus consegue. Esse momento foi de reflexão para Agar, De onde vens?  Venho fugida da face da minha senhora.  Perguntar de onde viemos mostrar-nos nosso erro e tolice.

·         Quando saímos de um lugar que não deveríamos, corremos perigo. Quando estamos debaixo da vontade de Deus, estamos sob a benção, porque a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. “Para onde iria? Está correndo rumo ao pecado; se Agar regressar ao Egito, voltará aos ídolos endeusados e ao perigo do deserto pelo qual deve viajar.” Para onde vais? Considerar para onde iremos descobre nosso perigo e desgraça.


Trazendo para os dias de hoje, Agar saiu da tenda de Abraão, saiu da igreja, Agar saiu de casa por que não aguentou a humilhação, Agar pediu conta na empresa porque queria fugir de um problema. Mas Deus nos ensina algo muito importante neste texto.


·         Não podemos fugir, temos que encarar os problemas - E o anjo do Senhor disse, torna para a sua senhora. “Torna para sua senhora”, Vai resolver este problema, “se humilha” reconhece o seu erro,  perdoa. Eu aprendo com Deus nesta texto, que Deus nos ensina a encarar os problemas da vida e não fugir dele,  Deus nos ensina a humilhar, reconhecer nosso erro, voltar e pedir perdão, e não colocar uma pedra em cima disso, ir pra frente, achando que o tempo vá resolver este problema. Não podemos colocar uma pedra em cima, de algo que não foi resolvido
 

·         A misericórdia divina – Agar foi ampara por Deus.  As injustiças que passamos nesta vida, o desprezo, nada fica oculto aos olhos de Deus, é Ele que ampara o seu povo quando desprezado pelos homens,  o amor de Deus, vai além dos nosso erros e nossas falhas, Ele conhece nossa estrutura.  Agar estava sob os cuidados de Deus. Mesmo com nossa imperfeições podemos buscar auxilio de Deus, Ele sempre demostra cuidado ao seu povo.

·         Deus vê e ouve a aflição do justo - Agar disse “tú es o Deus de vista, o seu filho recebeu o “nome de Ismael que significa Deus ouviu a minha aflição”

Essa história de Agar, fortalece minha fé, porque todas as vezes que me vejo indagando porque Deus permite, que passamos por injustiças, por sofrimento, Deus mostra que apesar de sermos falhos, pecadores, Ele mantem seu cuidado conosco, e contempla o nosso caminhar.

·          A bíblia não esconde que muitas pessoas, partiram desta terra, levando feridas. Foram queimadas, apedrejadas, nem todos foram livrados do fogo como Sadraque, Mesaque, e Abenego. A igreja orou Pedro, foi liberto, mas Tiago foi pra espada. Nem sempre o livramento, o socorro chega pra todos.
 

Cura emocional – As escrituras nos incentivam a identificar nossas emoções (SL 13.1-3; 77.1-6) e aprender a canalizá-las em comportamentos positivos. Quando memórias dolorosas surgem, podemos apresentá-las a Deus pedindo cura e restauração, permitindo que ele remova qualquer vergonha que tenha associada a essas lembranças. [2]


Memórias: Um deposito Pessoal

As memórias podem ser conscientes ou inconscientes; encontram-se guardadas em nosso cérebro e podem incluir pensamentos, sentimentos e sensações. Paulo sabia que podemos ter motivações e pensamentos ocultos (1 CO 4.1-5) e Davi pediu a Deus que sondasse seu coração para revelar alguma ansiedade ou caminho mau (Lit. “Caminho de dor”) que estivesse escondido ali (SL 39.23-24).

 As memórias repletas de dor muitas vezes são curadas quando uma mulher pede que o Espírito Santo opere sobre uma memória conhecida ou revele uma memória oculta. Em resposta a esse pedido, Deus permite em algumas ocasiões que a pessoa volta a sentir diferentes graus da dor guardada na memória. Em seguida, ele a capacita a escolher perdoar aqueles que a magoaram e se arrepender de qualquer pecado que tenha cometido. Quando ela coloca essa ferida profunda diante de Deus, pedindo a cura, ele a toca e, com o passar do tempo, remove a dor, colocando em seu lugar amor, aceitação, ternura ou o encorajamento que lhe foi negado. Ele não altera os fatos do passado; antes, altera a percepção deles. Então, a mulher é capaz de avançar com coragem, vitoria e plenitude crescentes. [3]

 

ASAFE CLAMA A DEUS PELA INJUSTIÇA DA VIDA – SALMOS 73 E 74

“Ate quando ó Deus, nos afrontará o adversário? Blasfemará o inimigo o teu nome para sempre? (SL 74.10)  O consolo de Deus a Asafe, foi que toda a gloria, toda alegria, riqueza, do ímpio se limita a esta vida. A vitória do justo, a alegria d justo, a gloria que iremos contemplar passa desta vida e se estende ate a eternidade.

O erro que cometemos – Quando comparamos nossas vidas com de outras pessoas. Quando olhamos para a vida daqueles que não servem a Deus. (Vai viver sua própria história).  Não adianta esta na igreja e sentir inveja daqueles que não servem ao Senhor. Sabemos que tem inveja do povo de Deus, é o inimigo de nossas almas, existe diferença dos que estão em trevas e dos que estão em luz, somos soldados do Senhor Jesus, e todo exercito precisa de estar preparado para a batalha, por isso querido leitor, vamos combater ate o final.    

Vale das dúvidas – “em vão tenho purificado meu coração”. Quando passamos pelo vale da dúvida corremos o perigo da “apostasia espiritual”, o perigo de naufragar na fé. Quantas pessoas que passam por injustiças na sua vida, e neste momento abre mão de toda sua trajetória na presença de Deus, achando que saindo na igreja, vai encontrar alivio, solução para suas dificuldades, neste momento a pessoa fica em cima do muro, não sabe de que lado ela fica; também fica concheando em dois pensamentos.  Todos nós passamos pelo vale das duvidas, por isso temos que saber em quem temos crido,  para todo cristão que tem sustentado a sua fé no Senhor Jesus, sabe que dificilmente ela será abalada.

Encontramos alivio na casa de Deus – Asafe não conseguiu encontrar alivio, ate que entrou no templo (Sl 73. 17). Se estiver com problemas, vai para igreja, busca um renovo da parte de Deus, busca conselhos com um pastor ou um líder, faça parte dos grupos de orações, se fortifica na fé, que encontraras o alivio que precisa. Existem tantas coisas que nos sobregarrega, tantos problemas, o pecado de perto nos rodeia, que chegamos muitas vezes na igreja com um fardo nas costas, é neste momento que Deus vem ao nosso encontro. Pois Jesus mesmo nos prometeu alivio e descanso para nossas almas – “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.” (Mt 11.28,29)

 

Mensagens ilusórias

A igreja tem pregado muitas mensagens assim, sobre benções, que você vai receber vitória; mas precisa pregar sobre o sofrimento, a dor, a injustiça que as pessoas passam nesta vida, apresentando o maior exemplo: O sofrimento de Cristo na cruz

 

·         Existem injustiças que vamos levar por toda a vida

·         Ate hoje Jesus tem marcas no seu corpo, do sofrimento que passou.

Sabemos que todos em algum momento da sua vida passam por injustiças e desavenças, o maior exemplo, foi o sofrimento do Senhor Jesus, que passou por tantas injustiças, a qual não merecia que chegou de falar ao pai, que estava desamparado.

Se hoje, você passa por um momento difícil na sua vida, ou ate mesmo por injustiças como rejeição, abandono, violência sexual, humilhação, calunia. Saiba que meu objetivo em postar essa palavra, foi de mostrar que nada passa despercebidos aos olhos de Deus, e no momento certo ele fara justiça, pois servimos um Deus justo, que tudo de errado se encontra pesado na balança de Deus. E por maior que for seu sofrimento, nunca perca sua fé em Deus, não corra perigo de naufragar quando passar pelo vale das duvidas.   

A paz do Senhor





[1] PR. Edi Marques. O drama do sofrimento do justo

 


[2] Bíblia da mulher, Sociedade Bíblica do Brasil, São Paulo, SP – 2011; Pg. 866


[3] Bíblia da mulher, Sociedade Bíblica do Brasil, São Paulo, SP – 2011; Pg. 1029
 
 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Vigília missionária - Cuiabá MT
 
 
 
Vigília da umadecre
 



 
Vigília Missionária - Grande templo Cuiabá MT

Falando sobre perdão


O  que é falar de perdão?

Caio Fábio, tinha uma perspectiva em descobrir o que Deus, gostaria que fosse partilhado entre o seu povo, e nesta perspectiva ele começou a estudar esse texto de Mateus 18:15 e 19:12. Ele se perguntava, mas Senhor o que é falar de perdão?

Falar de perdão é falar de Deus, é falar da graça, é falar da capacidade de oferecer aos outros uma memória apagada, sem registros, sem mágoas e sem as tatuagens do ressentimento.

Perdoar é deixar o outro nascer de novo na nossa história, sem as memórias que fizeram dele uma desagradável lembrança.

Falar de perdão é falar de um alto padrão, é falar de algo que o mundo não ensina, é falar daquilo que a natureza caída do cosmos não criou, nem por seleção natural, nem por geração espontânea, porque não se aprende as leis do perdão na natureza.

Falar de perdão é falar de vida, de saúde, de paz e da verdadeira humanidade individual que se transforma na semelhança de Deus, pois quem não perdoa, adoece e se deforma como gente.

Falar de perdão é falar do sentimento essencial para se viver com o coração descoberto neste mundo de agressões e de facas afiadas.

Falar de perdão é falar de Jesus e dos homens que com Ele almejam ficar parecidos. Falar de perdão é falar da repetição da vida de Jesus na nossa pobre, frágil e caída humanidade individual. Falar de perdão é falar de Deus na minha e na sua vida.[1]

O perdão na igreja: Mt 18:17 “E, se não as escutar, dize-o a igreja”

Segundo Caio Fábio, Pedro fez uma pergunta, mas temos que voltar aos versículos anteriores e vê que no contexto anterior Jesus estava falando sobre o perdão na igreja, os versículos 15  19 foram seus versículos chaves, de onde surgiu o assunto e tema. O interessante é que Jesus fala de um perdão que foi rejeitado, perdão que foi oferecido, mas a pessoa não aceitou uma reconciliação. Se ele não ouvir “leve a igreja”, como são fortes essas palavras de Jesus, na linguagem de hoje, “disciplina-o”.  A  igreja hoje, se disciplina por causa de adultério, fornicação, entre outros, mas neste contexto Jesus esta falando de relação interpessoal, De duas pessoas que se feriram e não se acertaram, e nós como igrejas devemos dobrar nossa atenção, nestes mínimos detalhes, a qual Jesus levou a sério a ponto de tocar na igreja. Hoje você não ve ninguém de disciplina porque não perdoou, pelo contrario a igreja esta cheia de homens no altar, pessoas que pregam, canta e profetizam, com ódio no coração, por não saberem perdoar.  Neste caso, a disciplina ocorre quando o ofendido não perdoou o ofensor, e isso deve ser levado tão serio, deve ser feito em espirito de oração “o que concordares na terra, será concordado no céu”.

A palavra no grego em concordaram tem sentido de “sinfonia”, que significa em perfeita harmonia, sem discórdia. É importante observamos neste contexto, a insistência do perdão, de ir atrás da pessoa, trazer o irmão de volta.

Jesus aconselha a ligar, perdoar, esquecer, oferecer uma memória limpa, e afirmar que se nós fizermos isso, Ele estará presente. Quando dois concordam, quando se reconciliam sobre a terra, eu estou no meio deles, promete. Em segundo lugar, Ele diz que deve haver consenso comunitário. Se houver consenso comunitário de que se procurou perdoar aquele que rejeitou ajuda e perdão, Ele também estará no meio da comunidade. Nessa sinfonia da oração, nesse ajuntamento dos irmão, Jesus promete estar presente.[2]

Como vimos, existem conflitos nas relações interpessoais entre os irmãos na igreja, às vezes nos damos tantos com conflitos no trabalho, na família, na relação conjugal, nas amizades, e esquecemos que a igreja é uma comunidade com pessoas falhas, que tem pensamentos diferentes, que age diferente e sempre vai haver os desentendimentos, e precisamos estar preparados para conquistar um irmão ofendido, não podemos perder alguém pro mundo, pelo contrario temos que ganhar as pessoas pra Jesus, testemunhando o seu amor, principalmente para com o próximo.

 

 

O perdão no casamento: MT 19.7 “Então por que mandou Moises dar-lhe a carta de divorcio, e repudia-la? [3]

Depois de falar sobre o perdão, Jesus é interrogado sobre o casamento, sobre o divorcio. Nenhuma pessoa esta apta pra entrar no casamento, ou iniciar um relacionamento, sem antes passa pela aula do perdão, ser aluno acido e sair aprovado. É maravilhoso ver como o Espirito Santo, trabalha nos contextos das escrituras, dando sequencia ao assunto do casamento após falar do perdão. Não é possível viver a dois, ter um relacionamento duradouro sem o perdão.  Um casal que hoje tem muitos anos de casados e de feliz união, não é um casal perfeito sem conflitos, pode ter certeza que já rolou muita agua debaixo da ponte, ou seja, sem o perdão é impossível preservar uma união conjugal.

Perguntaram a Jesus, é licito deixar a mulher por qualquer motivo? Como afirma Caio Fábio, quando não há perdão qualquer coisinha, é motivo de separar, de brigas. Somente o amor consegue encobrir multidões de defeitos e pecados.

Mas quando não há esse espírito de perdão, motivos os mais insignificantes podem desencadear o divórcio. É o temperamento incompatível, o gênio difícil e agressivo de um ou do outro; é a altura, a feiura, a gordura ou o mau hálito; é a cultura, o marido que fez um curso a mais e que agora acha que a mulher é uma ignorante, coitadinha, uma doméstica, cujo direito, como diz o centifólio dos machistas mineiros, é esquentar a barriga no fogão e esfriá-la no tanque de levar roupa[4]

Quando não há perdão no relacionamento, destrói a unidade da alma, porque o casal que antes era uma só carne, se divide.

O casamento morre, quando morre o dialogo, o respeito e o espirito de perdão.

Sem o perdão, o relacionamento se desgasta, pode continuar na mesma casa, dividindo o mesmo ambiente, a mesma cama, a mesma comida e as mesmas despesas, mas as almas se dividem, não existe amor, as vezes continua junto por necessidade ou por causa dos filhos.  Mt 19:8 “Por causa da dureza dos vossos corações”. O divorcio só ocorre, quando uma pessoa não consegue perdoar. Neste contexto, único motivo que pode justificar uma separação, seria o adultério, na qual nem mesmo o perdão que é um remédio para relacionamentos doentios, conseguiria superar o adultério.

Todos nós, que servimos ao Senhor, somos uma nova criatura, temos um velho homem dentro de nós, que se deixamos ele agir, sempre daremos lugares a brigas, contendas e separação, temos que ter em mente que o velho homem já morreu, somo novas criaturas em Cristo, temos que agir e pensar com a mente de Cristo, principalmente nos relacionamentos conjugais e interpessoais.

Perdão é uma doutrina?

Soteriologia – A doutrina da salvação

O perdão nas epistolas aparece no contexto da doutrina da justificação e da graça divina. Doutrinas que estão inseridas no contexto soteriologico.

O Significado da Salvação

De todas as palavras empregadas para definir a experiência transformadora que é o encontro do homem com Deus, Salvação é a mais usada.
A palavra salvação significa, em primeiro lugar, ser tirado de um perigo, livrar-se, escapar.
A Bíblia fala da salvação como a libertação do tremendo perigo de uma vida sem Deus (At 26.18; Cl 1.13).
Tradução da palavra grega soterion, tem a significação de tornar ao estado perfeito, ou restaurar o que a queda causou

A salvação desfaz, assim, as obras do diabo (1Jo 3.8).

 uma pessoa alcança a salvação, se arrependendo dos seus pecados e crendo no Senhor Jesus Cristo, passando pela lavagem da regeneração e renovação do Espirito Santo de Deus. Através da fé o homem é justificado pela graça divina, tornando-se herdeiro de Deus, tendo direito a vida eterna.

O perdão é uma doutrina, que ocorre na doutrina da justificação.

No processo da salvação é bem amplo, porque desde que um peacador passa a ser salvo no Senhor Jesus, ele sera transformado pelo Espirito Santo, a medida que vai se passando cada um desses processos como:

Graça comum – União Mistica – Vocação ou chamada – Regeneração – Conversão – Fé – Justificação – Santificação – Perseverança dos santos.

Na Justificação, o pecador esta no réu, no banco de condenados, onde Deus pai é o juiz, e Jesus é o advogado, que mediante o seu sangue derramado na cruz, tem poder para perdoar o pecador do seu estado de condenação, e o Espirito Santo, é promoter, assessor do Pai, que intercede junto ao  pai pelas nossas vidas e participa da conversão do pecador.  (Rm 5.1) “Sendo, pois justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo”.

Para Stanley M. Horton, se a regeneração leva a efeito uma mudança em nossa natureza, a justificação modifica a nossa situação diante de Deus. O termo “justificação” refere-se ao ato mediante o qual, com base na obra infinitamente justa e satisfatória de cristo na cruz, Deus declara os pecadores condenados livres de toda culpa do pecado e de suas consequências eternas. Fica bem claro que na  regeneração, Deus age em nós; na justificação Ele age por nós. Se justificar fosse tornar bom, justo, não fazia sentido textos onde Deus condena quem justifica o culpado (Pv 17.15; Is 5.23), pois tornar alguém uma boa pessoa é agradável a Deus, não da o direito de ficar sem seus atos errôneos.

Para Berkhof, a justificação é um ato judicial de Deus, na qual através do sacrifício de Cristo, todas as reivindicações e exigências da lei são satisfeitas com vista ao pecador.

Este ato judicial de Deus se aplica somente a justificação, diferentemente do processo de renovação como se aplica a regeneração, conversão e santificação. Diferente da mudança a vida interior, na justificação o pecador, se torna perdoado e restaurado ao favor divino.  A justificação, por Cristo somente, pela graça somente e pela fé somente! Nenhuma outra doutrina bíblica é tão revolucionária quanto a justificação segundo o novo testamento, principalmente na carta de Paulo aos romanos onde estão as verdade mais sublimes, sobre como homens pecadores podem ser justos diante de um Deus santo. Lutero teve seu coração iluminado por ela ao ler que o “justo viverá pela fé” (Rom 1:17), com essa verdade moveu e continua movendo a força da reforma em tese sobre os Romanos. Lutero escreveu em seu prefácio a carta com o seguinte termo: “Essa carta é sem dúvida a mais importante do novo testamento. É o evangelho mais puro. É de grande valor para um cristão, não somente para ser memorizada palavra por palavra, mas também para dela se ocupar diariamente, como se fosse o pão diário da alma.

Havia perdão de pecados antes da morte de Jesus?

No novo testamento, o perdão de pecados passa a ser somente pela fé em Jesus e arrependimento dos pecados, o sacrifico de Cristo na cruz foi o suficiente, para remissão dos pecados, mas aqueles que viveram antes de Jesus, no antigo testamento precisavam fazer rituais no templo, conforme a ordenação dos sacerdotes era necessária morte de animal, derramamento de sangue, a expiação para o pecador ser liberto.

Jesus disse “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Pedro acrescentou: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).

Ante de Jesus vim ao mundo, o pecado já existia, e todos eram pecadores, e precisava de algum requisito para buscar o perdão dos seus pecados, então como podemos falar de perdão antes da morte de Jesus?

È possível alcançar o perdão

Segundo Roger Liebi, devemos observar que os israelitas não receberam apenas as exigências éticas junto ao Sinai. Moises deu instruções para o povo para construir um templo transportável, que é o tabernáculo, também denominada “Tenda da congregação”.  Juntamente com essas instruções,  passou instruções sobre o oferecimento de sacrifícios a qual desempenhava um papel central. Moises revelou instruções sobre holocaustos e sacrifícios, e disse que o pecado do povo seria perdoado por meio de suas ofertas  (Levítico 4:20,26,31,35; 5:10,13,16,18; 6:7; etc.).

Ao observar os mandamentos, o povo reconheceu seus pecados cometidos e indagava, como podemos alcançar o perdão pelas nossas transgressões?

Havia uma maneira: era possível levar um animal inocente ate o átrio do templo (p. ex: um cabrito ou um cordeiro), para ser sacrificado pelos pecados. A pessoa culpada impunha as mãos sobre a cabeça do animal do sacrifício e, ao mesmo tempo, confessava suas transgressões concretamente (Lv 5.5-6). As mãos sobre a cabeça do animal simbolizava o ato da identificação (unificação). Assim a pessoa culpada transferia figuradamente seu pecado sobre a oferta do pecado.  O salario do pecado é a morte. Por isso, ato continuo, o pecador precisava imolar o animal e deixar seu sangue fluir (Lv 4.29). O sangue era coletado em uma bacia e derramado cerimoniosamente ao pé do altar. O restante deveria ser queimado fora do arraial. Desta maneira o pecador alcança o perdão (Lv 5.10). Isso ensinava, de modo visível, um principio bíblico importante: o perdão através da substituição. [5]

Jerusalém sem sacrifício

Por causa da desobediência aos mandamentos de Deus, o povo ficou muito tempo sem sacrifícios (Lv 26.31-33). Como diz na profecia de Oseias (C.3.4-5) Que Israel ficaria muito tempo, sem rei e sem sacrifício de animais. O período desde o ano 70 ate hoje é caracterizado pela falta do templo e dos sacrifícios correspondentes do judaísmo (“muitos dias... sem sacrifícios de animais”). Com a destruição do templo, no ano 70, também desapareceu a função do Sumo Sacerdote. Ate os dias de hoje, judaísmo não tem mais um sumo Sacerdote, a função mais importante relacionada aos rituais e sacrifícios, não existe há mais de 1.900 anos, isto é muito mais de 700.00 dias.

Por que sem sacrifícios?

Por que os sacrifícios são algo desconhecido aos judeus já há tanto tempo? O decorrer da historia mostrou-se singularmente teimoso em relação ao anseio judeu pelo templo perdido. Hoje em Israel existe o muro da lamentação, ate hoje eles oram e lamentam neste muro pelo templo perdido, e tem esperança no terceiro templo que vai ser levantado. Sem perdão, e agora apartiir deste momento, Deus não aceitou mais as ofertas por Israel.

O símbolo do perdão

Até o segundo templo de Jerusalém, era amarrado o fio de lã escarlate aos chifres do bode emissário. Em seguida era conduzido ao Monte das Oliveiras, apartir dali era exortado para o deserto. Depois disso sempre acontecia algo surpreendente: o fio de lã escarlate trocava de cor, tornando-se branco, como sinal de que houve perdão para a culpa de Israel. O simbolismo deste milagre era bem conhecido em Israel, devido a afirmação no livro do profeta Isaias (IS 1.18). Mas desde o ano 30 a 70, o fio de lã vermelho do bode emissário permaneceu vermelho – vermelho como o sangue! No judaísmo sabia-se o que isso significava: Há uma culpa pairando sobre nós e Deus não nos perdoa!

No ano 30 ocorreu o período em que Jesus de Nazaré, proclamava em Israel as boas novas, mas foi rejeitado por muitos, os judeus ate elaboram planos para o eliminar do mundo, desde esta época o fio de escarlate não se tornou mais branco, continuou vermelho por rejeitarem o Messias. O profeta Isaias anunciou, usando o “termo passado profético”, que o Messias morreria sacrificado, como se fosse um cordeiro, em lugar dos pecadores (Is 52. 13. 53-12). Desse modo, os sacrifícios de animais, em Israel, que tinham apenas significado simbólico, encontrariam seu cumprimento na morte sacrificial do Messias! Ou seja “o cumprimento é mais importante e sublime do que o ato simbólico”. Os mandamentos de Deus nos convence dos nossos pecados, por isso necessitamos de perdão, o modo para alcançar esse perdão de Deus foi mostrado pela longa historia do Templo judaico: atreves da morte de um substituto inocente. Jesus Cristo morreu para que possamos receber a paz com Deus, Ele apresentou diante de Deus, a solução para o problema da nossa culpa diante de Deus.

 

Vemos que o perdão tem fundamento bíblico e também é uma doutrina, portanto quando encontrar dificuldades para perdoar, lembre-se o quanto já foi perdoado principalmente por Deus. Perdoar nos faz sentir bem, nos faz sentir paz na alma, alegria e também contribui muito com a nossa saúde. Não queira ser um deposito de magoas e ressentimentos, seja um deposito de amor, perdão, alegria e seja um verdadeiro discípulo do Senhor Jesus. “Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outro” (Jo 13,35)

Independente do seu passado e dos erros que cometeu, se entregar a sua vida ao Senhor Jesus e de coração se arrepender, Deus esta disposto a te perdoar e te conceder uma nova oportunidade. "Venham, vamos refletir juntos", diz o Senhor. "Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão.”  (Is 1.18)

Referencias bibliográficas
 

Acioli Daniel, Assembleia de Deus – Apucarana – Pr - Publicado em: 15/9/2005.
Disponível em: prdaniyel@uol.com.br

Acesso: 12/12/2015 23:00


BERKOHOF, Louis. Teologia sistemática, São Paulo:Editora cultura cristã, 1932

Bíblia online


Acesso: 14/12/15 13:00

FÁBIO Caio, Perdão encarnação da graça

 

HORTON, Stanley, teologia sistemática, Rio de Janeiro, editora: casa publicadora das assembléias de Deus, 1996.



[1] Fábio Caio, Perdão encarnação da graça, Pg. 6
Caio Fábio, ainda é de grande influencia como personalidades do universo cristão, conhecido no Brasil e no exterior, tem um ministério evangelístico extraordinário, tendo sido considerado um verdadeiro porta voz da igreja brasileira, podemos o comparar a um Frances Shaeffer ou Billi Graham. Tem mais de 100 livros publicados, realizou diversas cruzadas por todo o Brasil, posteriormente foi envolvido em um escândalo, um episodeo de  conduta extra conjugal, a qual levou o termino do casamento com Alda, e gerou profunda dor em todos que o admiravam. Refugiou-se nos Estados Unidos de onde concedeu uma entrevista a Revista Vinde, cujo exemplar possuo até hoje: Ano IV – Nº 47 – Outubro de 1999. Nesta entrevista, percebe-se o tom de tristeza, decepção (consigo mesmo) e o desejo de se retratar.
“- Um pastor divorciar-se é triste, mas um pastor como eu se separar por conduta sexual fora do casamento é muito pior”.
Nesta frase é possível perceber que Caio Fábio está consciente do papel que desempenhava no cenário evangélico brasileiro e o tamanho do estrago que seu erro causou. Seus congressos sobre vida familiar eram freqüentados por milhares de pastores e esposas e sua conduta colocou em xeque sua mensagem. Sobre esse assunto, fez o seguinte comentário:
“- A verdade que prego não se tornou menos verdade; ao contrário, voltou-se contra mim e me tratou com imparcialidade”.

 (http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/afinal-quem-e-caio-fabio) Caio Fábio D´Araújo Filho – é Psicanalista Clínico, escritor e pregador do Evangelho da Graça de Jesus. Hoje é casado, tem mais três filhos e continua a pregar o evangelho.
 
[2] Fábio Caio, Perdão encarnação da graça, Pg.8
 
[3] Repudiar – significa, rejeitar, separar
[4] Fábio Caio, Perdão encarnação da graça, Pg.10
 
[5] Liebi Roger, Jerusalem: obstáculo para a paz mundial, Ed. Actual, Porto Alegre – 2014. Pg. 23-24

terça-feira, 28 de abril de 2015



 A LEI E A GRAÇA

CARACTERÍSTICAS DA DECÁLOGO:
OITO DOS DEZ MANDAMENTOS SÃO PROIBIÇÕES. SOMENTE DOIS ESCAPAM A ESSA CLASSIFICAÇÃO: “LEMBRE-TE DO DIA DO SÁBADO, HONRA O TEU PAI E TUA MAE”.

O PROPÓSITO DO DECÁLOGO:
O PROPÓSITO DA ALIANÇA É CRIAR UM NOVO RELACIONAMENTO. O PROPÓSITO DA LEI É REGULAR OU PERPETUAR UM RELACIONAMENTO EXISTENTE ATRAVÉS DE UMA ORDENAÇÃO. “A LEI DEFINE A SANTIDADE EXIGIDA DO POVO DA ALIANÇA... AVALIAR-SE A SANTIDADE, TEN  DEVEMOS TER MEDO OU TEMOR?  È O TEMOR NO SENTIDO DE OBEDIÊNCIA A LEI REVELADA POR DEUS. O PROPÓSITO DELE AO DAR O DECALCO É “PARA QUE NÃO PEQUEIS”.  ESSE É O PROPÓSITO DE DEUS, MAS AS PALAVRAS EM 1 JOÃO 2.1 NOS FAZ LEMBRAR DA COMPAIXÃO DIVINA. “E, SE ALGUÉM PECAR, TEMOS UM ADVOGADO PARA COM O PAI, JESUS CRISTO, O JUSTO”.   POR SUA PRÓPRIA CONTA, NINGUÉM É CAPAZ DE VIVER DE ACORDO COM TAL PADRÃO. A ORAÇÃO DE AGOSTINHO VAI DIRETO AO PONTO NESSE ASPECTO: “ORDENA O QUE TU QUERES E REALIZA O QUE ORDENASTE”.  (MANUAL DO PENTATEUCO 2 ° EDIÇÃO VICTOR P. HAILTON)
DO A NATUREZA DIVINA COMO PADRÃO, IMPEDE QUE SE DÊ A ALIANÇA UMA INTERPRETAÇÃO MORALISTA. ÊXODO 20:20 “NÃO TEMAIS, QUE DEUS VEIO PARA PROVAR-VOS (TESTAR-VOS) E PARA QUE NÃO PEQUEIS”.
A LEI DE DEUS NO MUNDO DE DEUS: DESDE O PRINCIPIO, A LEI DE DEUS ESTEVE NO CENTRO DO SEU PROCEDIMENTO COM O HOMEM. A ÊNFASE BÍBLICA EM GN 2- A BENEVOLÊNCIA E A BONDADE DO CRIADOR COM SUA CRIATURA PRINCIPAL – NÃO OBSCURECE O FATO DE QUE O HOMEM NO JARDIM ESTAVA SUJEITO A LEI E QUE, MEDIANTE A OBEDIÊNCIA, ENTRARIA NA VIDA.  HAVIA UMA ARVORE PROIBIDA. NAQUELA ÚNICA ARVORE, NO ENTANTO, ESTAVA PRESENTE PARA O ENTESOURADO  O PRINCIPIO DA LEI. DESTA FORMA, LOGO NO PRINCIPIO A BÍBLIA REÚNE A COMBINAÇÃO PERPETUA, OBEDIÊNCIA E A VIDA.  GN 3 COM A DESOBEDIÊNCIA NASCEU A MÁ CONSCIÊNCIA (V.8) A SUBSTITUIÇÃO DO AMOR PELO RESSENTIMENTO (V.12)  A CORRUPÇÃO DO CASAMENTO (V.16) E, MAIS NOTAVELMENTE DO NOSSO PONTO ATUAL DE VISTA,  O DESLOCAMENTO DO HOMEM DE SEU MEIO AMBIENTE (V17-19), QUE SE VIRA PARA LUTAR CONTRA ELE E QUE SOMENTE ELE RELUTADO FORNECE A SUFICIÊNCIA PARA  A VIDA.  

A GRAÇA E A LEI: O POVO REDIMIDO PELO SANGUE FOI TRAZIDO PELO SEU REDENTOR AO LUGAR DA ENTREGA DA LEI (EX 20.2) A GRAÇA ANTECEDE A LEI, A LEI DE DEUS NÃO É UM SISTEMA DE MÉRITO, MEDIANTE O QUAL OS NÃO-SALVOS PROCURAM MERECER O FAVOR DIVINO, MAS UM PADRÃO DE VIDA PELO REDENTOR AOS REDIMIDOS, DE MODO QUE SAIBAM VIVER PARA SEU PRAZER.  

ENTENDENDO O LUGAR E A FUNÇÃO DA LEI:
O PRIMEIRO DESEJO DO DEUS REDENTOR É QUE SEUS REMIDOS SEJA OBEDIENTES. GUARDAR A LEI NÃO É UMA NOVA ESCRAVIDÃO, MAS UMA PROVA DE QUE JÁ PASSOU A VELHA ESCRAVIDÃO (EX20.2). A ENTREGA DA LEI LEVOU A UM COMPROMISSO DE OBEDIÊNCIA (EX 4.7) QUE ESTAVA A ALTURA DO ANSEIO DO SENHOR (DT 5.29). DE MODO GLOBAL, LEI DE DEUS É UM “CAMINHO” OU ESTILO CARACTERÍSTICO DE VIDA.  (ENCICLOPEDIA HISTORICO-TEOLOGCA DA IGREJA CRISTÃ VOLUME 1).  

LEI. AS LEIS JUDICIAIS E RITUAIS PODEM SE BASEIAM NOS DEZ MANDAMENTOS E TRATAM DO RELACIONAMENTO DENTRO DA SOCIEDADE ONDE RESTRIÇÕES DEVEM SER IMPOSTAS SOBRE AS INCLINAÇÕES PECAMINOSAS DA NATUREZA HUMANA. ESSAS LEIS ERAM VALIDAS NA ERA DOS EVANGELHOS, PELO FATO DE REPRESENTAREM OS RELACIONAMENTOS BÁSICOS DA VIDA ONDE ESTÃO ENVOLVIDOS O PECADO E A JUSTIÇA. AGORA QUE CRISTO JÁ CUMPRIU TODA A TIPOLOGIA POR CAUSA DA SUA MORTE NA CRUZ, ELAS PERDERAM A VALIDADE (MT 2751; GL 5.1-9; HB 9.1-28; 10.1-22). AS LEIS MORAIS DE DEUS, RESUMIDAS NOS DEZ MANDAMENTOS SÃO ETERNAMENTE VÁLIDAS PORQUE ESTÃO BASEADAS NA IMUTÁVEL NATUREZA DIVINA.  CRISTO TINHA EM MENTE, EM PRIMEIRO LUGAR, OS DEZ MANDAMENTOS EM SUA RESTAURAÇÃO DO VERDADEIRO PROPOSITO DA LEI QUANDO EXEGIU A OBEDIENCIA DO CORAÇÃO AO INVÉS DE UNICAMENTE A CONFORMIDADE EXTERIOR (MT 5.21-48; RM 13.9,10).  
JESUS E LEI DE MOISÉS: NASCIDO SOB A LEI (GL 4.4) AQUI A PALAVRA “SOB” INDICA QUE ELE ESTAVA SUJEITO A OBEDECER AS CERIMÔNIAS DA LEI (LC 2.21-27), QUE OBSERVAVA OS RITUAIS BÁSICOS DA LEI (MT 1.21; 14.12), E ENSINAVAM OS OUTROS A OBEDECER A ESSES RITUAIS (LC 5.14; 17.14). ESSES RITOS E CERIMÔNIAS FORAM VALIDOS ATE A CRUCIFICAÇÃO  (MT 27.51). JESUS ENSINOU QUE A LEI TINHA AUTORIDADE DIVINA, ELE COLOCOU A LEI NO MESMO NIVEL DE SUAS PALAVRAS, ELE MOSTROU QUE A LEI TINHA PREVISÕES A SEU RESPEITO (LC. 2427,44; 5.45,46). JESUS  RESUMIU  A LEI NO ABSOLUTO AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO (MT 7.12; 22.34-40; MC 12.28-34; LC 10.25-37). O CUMPRIDOR DA LEI. JESUS CUMPRIU A LEI, POR ESSA OBEDIÊNCIA, ELE SE TORNOU A PERFEITA JUSTIÇA DO PECADOR QUE INFLIGIU A LEI (DN 9.24; MT 3.15; RM 10.3,4 2CO 5.21; GL 4.4,5).  
A LEI E O EVANGELHO: A LEI ESCREVE OS MANDAMENTOS DE DEUS EM TABUAS DE PEDRA. O EVANGELHO COLOCA OS MANDATEMOS DE DEUS NO CORAÇÃO DO CRENTE. A LEI ESTABELECE PARA O HOMEM UM PADRÃO DE CONDUTA, O EVANGELHO FORNECE OS MEIOS PELOS QUAIS O PADRÃO DIVINO DE JUSTIÇA PODE SER CONQUISTADO PELO CRENTE POR MEIO DA FÉ EM CRISTO. A LEI COLOCA O HOMEM SOBRE A IRA DE DEUS, O EVANGELHO LIVRA O HOMEM DA IRA DE DEUS. ( 1 TS 1.10; 5.10; EF 2.3-6)
O CRISTÃO E A LEI DE MOISÉS: NINGUÉM PODE SER SALVO OBEDECENDO APENAS OS DEZ MANDAMENTOS. ENTRETANTO ESSES MANDAMENTOS ESTÃO VALIDOS PORQUE LEVA O CRISTÃO O DESCOBRIR A NATUREZA E O PODER DO PECADO. (RM 3.20; 520; 7.7 GL3.19).  (DICIONÁRIO BIBLICO WYCLIFFE).


A LEI NOS SERVIU DE AIO (GL 3.24) 
DE MANEIRA QUE A LEI NOS SERVIU DE AIO: ESTA DECLARAÇÃO DEFINE EM TERMOS GERAIS A FUNÇÃO DA LEI NO PERÍODO PRE-CRISTÃO. A PALAVRA “AIO” NÃO CAPTA BEM COM A TOTALIDADE DO SIGNIFICADO DO TERMO GREGO PEDAGOGOS, USADO EM RELAÇÃO A ALGUÉM QUE CUIDASSE DE UM MENINO GREGO E CUJOS DEVERES CONSISTIAM EM ESCOLTAR A CRIANÇA, E LEVÁ-LA E BUSCÁ-LA NA ESCOLA, MAS ALÉM DA TAREFA DO ACOMPANHAMENTO HAVIA DEVERES DISCIPLINADOS DE UM TIPO MORAL. A IDEIA DE EDUCAR NÃO PREDOMINAVA, E PROVAVELMENTE NEM SEQUER ESTAVA PRESENTE.  AO DESCREVER A LEI COMO ESTA METÁFORA, PAULO PRETENDE DEIXAR BEM CLARA A FUNÇÃO INTERIOR DA LEI EM COMPARAÇÃO COM CRISTO. A LE, EM ESSÊNCIA, EXERCIA APENAS UM PAPEL DISCIPLINAR.
PARA NOS CONDUZIR A CRISTO: NA PRESENTE FRASE, A PREPOSIÇÃO EIS DEVE SIGNIFICAR “ATE”, EXIGINDO, PORTANTO, A INTERAÇÃO DE QUE A FUNÇÃO DA LEI COMO PEDAGOGOS TERMINOU COM O ADVENTO DE CRISTO.
A FIM DE QUE FÔSSEMOS JUSTIFICADOS POR FÉ: É COMO SE A LEI NOS COLOCASSE NUMA POSIÇÃO TÃO DESESPERADORA QUE A ÚNICA POSSIBILIDADE SERIA UM AGENTE MUITO MAIS FORTE ENTRAR EM CENA E TRATAR DA SITUAÇÃO COM BASE EM UM PRINCIPIO INTEIRAMENTE NOVO A  FÉ. ESTA É A ESSÊNCIA DA POSIÇÃO DE PAULO. A ÚNICA ESPERANÇA NÃO ERA UM SUPER PEDAGOGOS OU INSTRUTOR EM ALGUM ESTILO SUPERIOR DE VIDA, MAS SIM, UM REDENTOR QUE PUDESSE ABRIR AS PORTAS DO CÁRCERE DO PECADO E LIBERTAR SEUS CATIVOS.  PARA OBTENÇÃO DE SEMELHANTE LIBERDADE, A ÚNICA EXIGÊNCIA ERA A FÉ. ESTA DECLARAÇÃO QUE CONSISTE DE UMA CLÁUSULA FINAL SUBENTENDE QUE A ATIVIDADE DISCIPLINAR DA LEI TINHA O DESÍGNIO INDIRETO DE NOS LEVAR A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ.
1 PEDRO 1.19: AS EXIGÊNCIAS DA LEI LEVITICA A ESSE RESPEITO ESTÃO DESCRITAS E LV22.17-25. O CORDEIRO DE DEUS, AO SER ELE PRÓPRIO OFERECIDO COMO SACRIFÍCIO PELOS PECADOS (PELOS PECADOS DE TODO MUNDO 1JO 2.2) LEVA SOBRE SI DEFINITIVAMENTE A CULPA QUE PESA SOBRE A HUMANIDADE. POR EFEITO DESTE SACRIFÍCIO, DESSE PREÇO DE RESGATE, SOMOS “COMPRADOS” DE VOLTA PARA DEUS (AP 5.9 )
 


O FATO DE ESTARMOS DEBAIXO DA GRAÇA (E NÃO DA LEI), NÃO NOS ISENTA DE OBEDECERMOS AOS MANDAMENTOS DE DEUS(RM 6.15). PRECISAMOS ENTENDER, CONTUDO QUE, EM JESUS CRISTO,  A OBSERVÂNCIA DA LEI MORAL DO REINO NÃO É M MÉRITO PESSOAL CONQUISTADO PELO ESFORÇO PRÓPRIO, MAS ALGO QUE PARTE DE UM CORAÇÃO REGENERADO E TRANSFORMADO INTERIORMENTE.  VIVEMOS EM ESPÍRITO! (RM 8.2) A OPERAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS QUEBRA O DOMÍNIO DA LEI, DO PECADO E DA MORTE.